"Quando os justos governam, alegra-se o povo; mas quando o ímpio domina, o povo geme." Provérbios 29:2
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Post que escrevi no blog do Euler.
Euler, parabéns pelo seu trabalho, tem sido revigorante ler seus comentários em meio a tantas mentiras do governo. Nós, aqui no interior do leste de Minas, continuamos firmes com a categoria contra esta corja de politiqueiros de todo país, não importa a que partido pertençam(greve, greve, greve). Quero deixar também a leitura que tive do dia de hoje, penso que foi mais um dia de tentativas frustadas do governo de enfraquecer o movimento, portanto considero que tivemos mais uma vitória nessa guerra psicológica. Nós, estamos firmes na verdade, eles se atropelam em meio à mentira e já demonstram fraqueza, já se desmentiram pelo memos três vezes:"já pagamos mais que o piso";"não negociamos com a categoria em greve"; "não apresentaremos propostas fora do subsídio". Devemos estar firmes em nosso alvo e pronto, a pressa é deles a nós só resta aguardar lutando e cada vez mais unidos, pois só juntos alcançaremos a vitória!!!
Entenda por que a greve foi mantida.
Vejam só que absurdo. O Governo de Minas, após 85 dias de greve dos educadores, propôs pagar R$ 712,20 para todos os professores, independentemente da formação escolar. A lei do piso manda pagar pelo menos R$ 1.187,00 para até 40 horas para o profissional com ensino médio.
O valor proporcional para a jornada de 24h daria R$ 712,20, mas somente para o professor com formação em ensino médio (PEB IA). Tal valor, se aplicado ao Plano de Carreira em vigência para todos os servidores do estado de Minas (e não apenas para os educadores), teria que considerar a aplicação de um percentual de 22% para cada mudança de nível. Assim, o piso deveria ser de R$ 868,88 para o professor com licenciatura curta (PEB IIA); R$ 1.060,00 para o professor com licenciatura plena (PEB IIIA); R$ 1.293,24 para o professor com especialização (PEB IVA); R$ 1.577,76 para o professor com mestrado (PEB VA); e R$ 1.924,86 para o professor com doutorado (PEB VIA). E sobre estes valores incidiriam as gratificações, como quinquênios e biênios.
Mas, o governo de Minas rasgou o Plano de Carreira dos educadores e apresentou essa proposta indecente de R$ 712,00 para todos os professores, tenham eles ensino médio ou mestrado. Uma agressão à lei e ao bom senso. Ah, e o detalhe é que este ridículo piso seria pago em janeiro de 2012, quando o salário mínimo no Brasil será de R$ 620,00.
Com isso o governo quer obrigar os educadores a voltarem para o subsídio, que representa um claro confisco salarial de mais de um bilhão no bolso dos educadores.
Foi por isso que os trabalhadores aprovaram em assembleia, por unanimidade, a continuação da greve. Em respeito à lei federal não cumprida; em respeito à carreira dos educadores e ao próprio ensino público, que, tratado com este descaso, logo deixará de existir e os verdadeiros prejudicados de hoje e de amanhã serão as gerações de crianças, jovens e adultos das famílias pobres de Minas Gerais.
Uma vergonha para Minas, um dos estados mais ricos do país, e que demonstra total insensibilidade para com os problemas sociais, especialmente com a Educação pública, tida como única porta de saída da exclusão social a que milhões de pessoas estão submetidas.
Talvez porque os governos, ao invés de investirem na formação humana, estejam mais interessados em construir cadeias, estádios de futebol e circo sem pão.
Cordialmente,
Euler Conrado - professor da rede pública de Minas Gerais."
O valor proporcional para a jornada de 24h daria R$ 712,20, mas somente para o professor com formação em ensino médio (PEB IA). Tal valor, se aplicado ao Plano de Carreira em vigência para todos os servidores do estado de Minas (e não apenas para os educadores), teria que considerar a aplicação de um percentual de 22% para cada mudança de nível. Assim, o piso deveria ser de R$ 868,88 para o professor com licenciatura curta (PEB IIA); R$ 1.060,00 para o professor com licenciatura plena (PEB IIIA); R$ 1.293,24 para o professor com especialização (PEB IVA); R$ 1.577,76 para o professor com mestrado (PEB VA); e R$ 1.924,86 para o professor com doutorado (PEB VIA). E sobre estes valores incidiriam as gratificações, como quinquênios e biênios.
Mas, o governo de Minas rasgou o Plano de Carreira dos educadores e apresentou essa proposta indecente de R$ 712,00 para todos os professores, tenham eles ensino médio ou mestrado. Uma agressão à lei e ao bom senso. Ah, e o detalhe é que este ridículo piso seria pago em janeiro de 2012, quando o salário mínimo no Brasil será de R$ 620,00.
Com isso o governo quer obrigar os educadores a voltarem para o subsídio, que representa um claro confisco salarial de mais de um bilhão no bolso dos educadores.
Foi por isso que os trabalhadores aprovaram em assembleia, por unanimidade, a continuação da greve. Em respeito à lei federal não cumprida; em respeito à carreira dos educadores e ao próprio ensino público, que, tratado com este descaso, logo deixará de existir e os verdadeiros prejudicados de hoje e de amanhã serão as gerações de crianças, jovens e adultos das famílias pobres de Minas Gerais.
Uma vergonha para Minas, um dos estados mais ricos do país, e que demonstra total insensibilidade para com os problemas sociais, especialmente com a Educação pública, tida como única porta de saída da exclusão social a que milhões de pessoas estão submetidas.
Talvez porque os governos, ao invés de investirem na formação humana, estejam mais interessados em construir cadeias, estádios de futebol e circo sem pão.
Cordialmente,
Euler Conrado - professor da rede pública de Minas Gerais."
Governo de Minas propõe piso proporcional de R$ 712 aos professores | Gerais: Estado de Minas
Governo de Minas propõe piso proporcional de R$ 712 aos professores | Gerais: Estado de Minas
Que absurdo esse governo, e também o jornal O Tempo que deixa de mencionar(vai saber porque) que esse valor é para todos os níveis de graduação. Como esse governo pode conceber pagar o mesmo para quem tem somente o segundo grau e quem tem doutorado, Isso é o cúmulo do absurdo. Táticas maldosas como essas é que dão ainda mais força ao nosso movimento. Quanto ao ministério público, ele é quem vai ter que responder ao CNJ, como tem sido conivente com esse déspota
Que absurdo esse governo, e também o jornal O Tempo que deixa de mencionar(vai saber porque) que esse valor é para todos os níveis de graduação. Como esse governo pode conceber pagar o mesmo para quem tem somente o segundo grau e quem tem doutorado, Isso é o cúmulo do absurdo. Táticas maldosas como essas é que dão ainda mais força ao nosso movimento. Quanto ao ministério público, ele é quem vai ter que responder ao CNJ, como tem sido conivente com esse déspota
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
A perceverança é a chave do nosso sucesso!!!
Não devemos apenas ouvir o que esses famigerados do governo falam, mas devemos fazer uma leitura de seus atos. Dá pra perceber que eles querem entrar com aquela velha tática de negociação, "conzinhar o galo", se percebe que eles estão blefando como num jogo de cartas, na verdade eles não tem nenhum trunfo, mas querem que pensemos que tem, para que por meio de uma negociação furtem alguns de nossos direitos. Nossa estratégia tem que permanecer a mesma ficar focados no nosso alvo e consiguir novas adesões à greve. Lembrem-se a pressa é deles, todo o mal que eles poderiam fazer já fizeram, e quanto mais eles agem maliciosamente mais forte ficamos. Firmes até a vitória!!!
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Hora de estarmos firmes!!!
Hoje em mais uma reunião na E. E. Comendador N.N.Leal os professores decidiram continuar firmes até que a vitória se concretize. Um dos temas abordados na reunião foram as formas e estratégias utilizadas pela categoria para pressionar o estado, e gostaríamos aqui de parabenizar toda direção do sindute e também ao Euler, "O GRANDE". Um dos temas que vale ser discutido aqui foi a proposta de se protestar nas grandes empresas que financiam as campanhas desses "políticos", pensem bem quem investe dinheiro nesses politiqueros devem sofrer invasões em suas empresas, boicote de seus produtos, embargo de sua logística(VALE), ETC. Nós temos que agir em nossa sociedade cobrando também o papel social das empresas que lucram conosco, mas não importam conosco. Nós devemos tocar no coração deles, que é lógico, fica no bolso, num meio como o deles quem paga manda. Imaginem um grande empresário que investiu nas campanhas desses urubus ligando e reclamando: Sr Anastzinha os professores estão me atrapalhando, estão me impedindo de ganhar dinheiro. Bem, fica a sugestão para ser discutida e refletida e a força do interior do leste de Minas. Firmes até a vitória!!!
Esse texto esclarece como o estado enganou alguns professores.
Luiz Roberto
BHA entrevista da Secretária é uma declaração de intenções primorosa! Ela desnuda o que o Governo do Estado realmente quer, quando criou o sistema do subsídio: - Escapar do enquadramento legal da lei do piso salarial para os professores. Tudo o que o Governo do Estado fez até agora com relação ao tema tem como fundamento fugir da obrigação de pagar o piso salarial, a qualquer custo. A Secretária disse, claramente, que o Estado só pagará o piso para os professores que não optaram pelo subsídio. Por que ela disse isso? - Porque subsídio não é, nem nunca será salário. São figuras jurídicas de natureza diferente, que não se comunicam, não transferem direitos entre si. O Governo do Estado, ao criar o tal "subsídio" para pagar os professores, criou dois ambientes que são legalmente estanques, incomunicáveis. Assim, quem optou pelo subsídio verá agora, com muita clareza, que deu um tiro no próprio pé, pois não estará abrigado pela lei federal que criou o piso nacional para os professores. E não poderá reclamar na Justiça do Trabalho, porque não recebe salário, sequer poderá ser chamado de empregado, pois agora é um "subsidiado" pelo Estado. É impressionante como a assimetria de informação levou as pessoas a optarem por algo que lhes é terrivelmente prejudicial. Essa é a real situação de quem optou pelo subsídio. Não terá cobertura legal para suas futuras reclamações. Como "subsidiado" pelo Estado, terá que aceitar os valores que lhe forem arbitrados pelo "subsidiador". O Estado, por sua vez, abandona o papel de empregador, tornando-se "subsidiador" das atividades educacionais de seus "subsdiados", outrora empregados... Pobres coitados desses, iludidos pela retórica do Governo e pela visão imediatista e falsa de "ganhos" que o tal subsídio parecia lhes dar.
BHA entrevista da Secretária é uma declaração de intenções primorosa! Ela desnuda o que o Governo do Estado realmente quer, quando criou o sistema do subsídio: - Escapar do enquadramento legal da lei do piso salarial para os professores. Tudo o que o Governo do Estado fez até agora com relação ao tema tem como fundamento fugir da obrigação de pagar o piso salarial, a qualquer custo. A Secretária disse, claramente, que o Estado só pagará o piso para os professores que não optaram pelo subsídio. Por que ela disse isso? - Porque subsídio não é, nem nunca será salário. São figuras jurídicas de natureza diferente, que não se comunicam, não transferem direitos entre si. O Governo do Estado, ao criar o tal "subsídio" para pagar os professores, criou dois ambientes que são legalmente estanques, incomunicáveis. Assim, quem optou pelo subsídio verá agora, com muita clareza, que deu um tiro no próprio pé, pois não estará abrigado pela lei federal que criou o piso nacional para os professores. E não poderá reclamar na Justiça do Trabalho, porque não recebe salário, sequer poderá ser chamado de empregado, pois agora é um "subsidiado" pelo Estado. É impressionante como a assimetria de informação levou as pessoas a optarem por algo que lhes é terrivelmente prejudicial. Essa é a real situação de quem optou pelo subsídio. Não terá cobertura legal para suas futuras reclamações. Como "subsidiado" pelo Estado, terá que aceitar os valores que lhe forem arbitrados pelo "subsidiador". O Estado, por sua vez, abandona o papel de empregador, tornando-se "subsidiador" das atividades educacionais de seus "subsdiados", outrora empregados... Pobres coitados desses, iludidos pela retórica do Governo e pela visão imediatista e falsa de "ganhos" que o tal subsídio parecia lhes dar.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
A IMPRENSA JÁ CONFIRMA NOSSA VITÓRIA
Foi publicado no Diário da Justiça nesta quarta-feira (24) a resolução do cumprimento da Lei 11738 de 2008, que julga improcedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade impetrada por governos estaduais contra a obrigatoriedade do pagamento do piso aos professores. A decisão é do Supremo Tribunal Federal (STF) e pode mudar os rumos das negociações entre os professores estaduais e o Governo de Minas Gerais.
De acordo com o STF, a decisão nega o subsídio, que engloba gratificações e benefícios na remuneração do servidor. Além disso, a determinação publicada obriga os governos estaduais a pagarem o piso aos trabalhadores. Vale lembrar que cabe recurso à decisão do órgão.
Em greve há mais de 70 dias, os professores estaduais de Minas irão realizar uma nova assembleia às 14h desta quarta-feira (24). Durante esse reunião, a categoria pretende decidir os rumos da paralisação.
Os motoristas que tiverem que passar pela região Centro-Sul de Belo Horizonte durante a tarde desta quarta devem ficar atentos. A reunião dos professores irá acorrer no pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), no bairro Santo Agostinho, e é previsto que os grevistas saem em passeata pelas ruas da capital mineira. Após as últimas assembleias, os manifestantes causaram grandes transtornos no trânsito da região Centro-Sul e Central.
Reportagem jornal O Tempo
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